Nivaldo Pereira Este é o Blog de Nivaldo Pereira

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Estudante em pleno processo de desadaptação ao mundo actual(real) e de adaptação ao mundo utópico

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30 junho 2009

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26 junho 2009

O maior ARTISTA de todos os tempos

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20 junho 2009

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Quando somos jovens, aprendemos;
Quando envelhecemos, compreendemos.

Por: Marie von Ebner-Eschenbach
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13 junho 2009

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Matemática vs Religião

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09 junho 2009

Aspecto filosófico de um assalto

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Crescimento económico

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Este cartoon diz muito do que penso acerca do crescimento económico e do consumismo desenfreado...
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A escravização da percepção humana

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Televisão: Veículo de cultura

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06 junho 2009

Televisão: A deseducação educativa

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Por: Eugênio Bucci

O que deseduca é educativo. Repito: o que deseduca é educativo. Vais perguntar: mas como assim? E eu tentarei explicar. Vamos lá.
Antes de tudo, o que é deseducar? Bem, todo discurso que ensina e estabelece uma ordem de valores e comportamentos contrários aos ideais éticos da instituição escolar democrática é um agente de deseducação. Deseduca tudo aquilo que prega o preconceito. Ou a vaidade vã. Ou o individualismo exacerbado. O desprezo pela dor alheia. O apego à esperteza. A ambição cega. Ligue a TV num dos canais comerciais e verás exemplos e mais exemplos de discursos que deseducam. O barateamento e a banalização do sexo e da violência constituem, como todos dizem, um dos principais factores de deseducação no mundo contemporâneo. Chamamos, portanto, de deseducador aquele discurso que ensina algum tipo de vício moral ou que estimula a fraqueza de carácter.

E, no entanto, isto também educa. Aqui é que está o paradoxo deste artigo. Esta televisão que deseduca também educa. Em que sentido? Aqui é preciso ter em mente o significado da palavra educar. Na opinião de muitos estudiosos, a origem etimológica da palavra educar está na junção de ex (que quer dizer "fora", em latim) com ducere ("levar", "conduzir"), ou seja, educar seria "conduzir para fora", "levar para o mundo" ou, numa adaptação mais livre, preparar para o mundo. Segundo essa perspectiva, bastante aceite, educar é um verbo que não supõe um objectivo moral nem se confunde com a formação do carácter na direcção da virtude. Assim, o verbo educar não teria conotação moral. Educar seria conduzir para o mundo.

Conclusão: tudo aquilo que conduz ao mundo, preparando o sujeito, segundo suas próprias aptidões e talentos para o mundo, educa. Ora, se isso é verdade, também é verdade que a educação hoje se dá dentro e fora das escolas. E, muitas vezes, contra as mais elevadas utopias educacionais. Portanto entenderemos que a televisão, mesmo quando deseduca (no campo moral), exerce uma função educativa (independentemente do que se entenda por moral). Isto porque a televisão conduz o telespectador ao mundo, sejam bons ou sejam maus os valores morais que ela difunde.

O problema é que o mundo para o qual a televisão comercial prepara o telespectador não é o mundo do trabalho, nem o mundo da solidariedade, nem o mundo da participação política, mas o mundo do consumo e dos prazeres típicos do consumismo. A televisão educa para o consumo. Na vida das crianças, isto é no mínimo preocupante. As crianças não são iniciadas na socialização, para além dos limites dos laços familiares, pelos professores convencionais. Seu contacto com temas e com ambientes públicos já não têm lugar na escola. Tem lugar diante da televisão.

A televisão praticamente monopoliza a apresentação da criança para o mundo (do consumo) e vice-versa. Ela inicia o público infantil na socialização. Quando completa 7 anos e entra pela primeira vez numa sala de aula, a criança já chega mais ou menos socializada (pela cultura do consumo), mais ou menos educada (pelo consumo) e, pior, mais ou menos vacinada contra a educação que procura cultivar os valores éticos próprios de um projecto de democracia e de cidadania. A TV comercial é a nossa grande TV educativa. É pouco, muito pouco, o que o professor ainda pode fazer.

(Fonte: aqui)
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05 junho 2009

HOMEM RICO... homem pobre...

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O que te faria mudar??

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03 junho 2009

Sonho. Não Sei quem Sou

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Sonho. Não sei quem sou neste momento.

Durmo sentindo-me. Na hora calma

Meu pensamento esquece o pensamento,

Minha alma não tem alma.

Se existo é um erro eu o saber.

Se acordo Parece que erro.

Sinto que não sei.

Nada quero nem tenho nem recordo.

Não tenho ser nem lei.

Lapso da consciência entre ilusões,

Fantasmas me limitam e me contêm.

Dorme insciente de alheios corações,

Coração de ninguém.




De:Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
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02 junho 2009

Homem Novo (do Caderno de J. Saramago)

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Culturalmente, é mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz. Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras. Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas. É sempre para que amanhã vivam pacificamente os filhos que hoje são sacrificados os pais…

Isto se diz, isto se escreve, isto se faz acreditar, por saber-se que o homem, ainda que historicamente educado para a guerra, transporta no seu espírito um permanente anseio de paz. Daí que ela seja usada muitas vezes como meio de chantagem moral por aqueles que querem a guerra: ninguém ousaria confessar que faz a guerra pela guerra, jura-se, sim, que se faz a guerra pela paz. Por isso todos os dias e em todas as partes do mundo continua a ser possível partirem homens para a guerra, continua a ser possível ir ela destruí-los nas suas próprias casas.

Falei de cultura. Porventura serei mais claro se falar de revolução cultural, embora saibamos que se trata de uma expressão desgastada, muitas vezes perdida em projectos que a desnaturaram, consumida em contradições, extraviada em aventuras que acabaram por servir interesses que lhe eram radicalmente contrários. No entanto, essas agitações nem sempre foram vãs. Abriram-se espaços, alargaram-se horizontes, ainda que me pareça que já é mais do que tempo de compreender e proclamar que a única revolução realmente digna de tal nome seria a revolução da paz, aquela que transformaria o homem treinado para a guerra em homem educado para a paz porque pela paz haveria sido educado. Essa, sim, seria a grande revolução mental, e portanto cultural, da Humanidade. Esse seria, finalmente, o tão falado homem novo.

(Fonte: aqui)

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